IAC - Iarama

    A variedade IAC-iarama é especialmente indicada para plantio nas "águas" (novembro a início de dezembro) principalmente nas áreas de reforma de canavial onde há necessidade de liberar a área para plantio de cana no fim de fevereiro. No entanto, o plantio de safrinha (fevereiro-março) é extremamente vantajoso, principalmente em regiões com propensão à geada precoce e em áreas com pH corrigido.
    O uso da tecnologia disponível para a implantação de uma lavoura de girassol é condição necessária para a obtenção de máximos rendimentos com custos reduzidos. Portanto, atente para as seguintes informações:

    A raiz do girassol é conhecida como do tipo pivotante podendo penetrar no solo à até 2,0 metros de profundidade, desde que não encontre camada de impedimento, como pé de grade ou subsolo ácido. Essa não é uma raiz rompedora, e só esse aspecto já evidencia a necessidade de um bom preparo do solo.
O girassol pode ser utilizado em plantio direto, quando a área já está preparada para tal.
          Esta tecnologia dá lucro, é sustentável e protege o meio ambiente

    A calagem é indispensável na cultura do girassol, quando o pH em CaCl2 da área está abaixo de 5,2. A quantidade de calcário a ser usada é aquela recomendada pela análise de solo, para elevar o índice de saturação por bases para 70% e pH acima de 5,2. A esse nível, as raízes desenvolvem-se bem, favorecendo o crescimento das plantas, aumentando a resistência à seca, ao acamamento e às doenças, melhorando o efeito da adubação e resultando em acentuado aumento da produção.
     Não jogue dinheiro fora semeando girassol em solos com pH abaixo de 5,2

    As melhores recomendações de adubação são asseguradas com a análise de solo. Assim, com base na análise de solo e no histórico da área recomenda-se aplicar, de acordo com a tabela:

    Um elemento indispensável para o girassol é o boro. Sua falta pode causar chochamento de grãos, redução do tamanho dos capítulos até sua queda, diminuindo, portanto, a produtividade. A correção da deficiência, depois de constatada, é muito difícil, portanto, o Boro deve ser aplicado com a adubação fundamental ou em cobertura.
    Com teores de boro no solo entre 0 e 0,20 mg/dm3 aplicar 10 kg/ha de ácido bórico; para valores entre 0,21 e 0,60 mg/dm3 aplicar 5 kg / ha do produto.
    O uso de fórmulas já contendo o boro, na adubação de plantio, pode ser feito, suprimindo-se o boro em cobertura em solos com teores mais altos que 0,20 mg/dm3.
Quando for colocar o boro junto com a adubação de cobertura, esta deve ser antecipada para três semanas após a emergência.
    O espaçamento entre linhas pode variar entre 0,45 e 0,80 m, dependendo do maquinário de colheita. A quantidade de sementes por metro linear depende da distância entre linhas, de tal forma que a população fique entre 45.000 a 60.000 plantas / hectare.
    A profundidade de plantio, de 3 a 5 cm, deve ser uniforme.

    Observar freqüentemente a presença de lagartas nas folhas. Detectando a presença, proceder a pulverização com o inseticida biológico Agropel. Quando não for possível, aplicar piretróides, no fim da tarde para não matar abelhas e insetos úteis.
     Preserve as abelhas. Elas vão ajudar a garantir uma alta produtividade

A identificação do ponto ideal de colheita do girassol é fator importante para determinar a qualidade do grão.
O ponto ideal de colheita è atingido quando a parte posterior do capítulo, haste e folhas, adquirem coloração castanho-clara e as folhas baixeiras já estão amarelas ou secas.

- Aptidão: cultivar precoce, de porte baixo, bastante uniforme quanto ao ciclo e porte da planta, para produção de óleo. Bom para reforma de canavial, com plantio em novembro-dezembro no Sudeste e Centro-Oeste. Também se desenvolve bem na “safrinha”
- Adaptação: Desenvolve-se bem em solos férteis e pouco ácidos.
- Ciclo da emergência à maturação: 85 a 95 dias.
- Altura de planta: 1,40 a 1,80 m, dependendo da época de plantio.
- Coloração de aquênios: cinza.
- Teor de óleo nas sementes: 42%.
- Potencial produtivo: 1.500 a 3.000 kg/ha de grãos.

Maria Regina G. Ungaro (IAC)
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Publicado em 17/08/2005